25 de novembro de 2014

Antes de mãe, mulher

No post de hoje irei abordar um tema que particularmente adoro: a mulher!

Estudar o universo feminino faz parte de minha trajetória pessoal e profissional e desde a faculdade me dedico a esse tema. Minha dissertação de mestrado inclusive explorou esse universo.

Hoje, quero falar particularmente sobre os impactos da maternidade na vida de uma mulher. Não vou abordar a relação mãe-filho em si, mas sim as implicações psicológicas que o "ser mãe" traz para a vida da mulher. Desta forma, talvez eu tire um pouco o lado mimoso do tema...

Em minha concepção, acho que todas as mães deveriam fazer terapia pós maternidade. Não importa em que momento, se logo depois do parto, depois de um ano, dois, enfim, só acho que deveríamos ter um espaço garantido para acolher e elaborar todas as mudanças emocionais e psicológicas que a maternidade provoca. Mesmo a maternidade mais tranquila seria beneficiada por esse momento.

Quando um bebê nasce, deixa nosso corpo uma bagunça. Com sua saída, um buraco enorme fica e leva um tempo até que todos os órgãos se ajeitem internamente após o parto. Psicologicamente o mesmo acontece, com a diferença de que ao invés de sobrar espaço com a saída do bebê, precisa-se criar espaço para uma nova identidade: ser mãe. E aí que a bagunça começa.

Até então, era uma rotina, alguns "papéis" para desempenhar e eis que com a chegada de um novo ser, totalmente dependente de nós, nosso mundo desmorona para ser reconstruído em novos moldes. O que funcionava antes passa a não valer mais.

Medos, angustias, inseguranças de todos os tipos veem a tona e não sabemos o que fazer com eles. Na grande maioria das vezes inclusive, se quer temos tempo para lidar com eles. Temos que nos dividir em mil: o bebê, outros filhos se for o caso, marido, casa, trabalho e vamos ficando relegadas a um segundo plano para poder dar conta de tudo.

E nesse ponto cometemos um grande pecado e todos os desarranjos subsequentes são decorrentes disso. De repente o filho não tá bem, o trabalho também, casamento, enfim... Quando mais tentamos dar conta de tudo sem olhar para nós mesmas, pior a situação fica. Temos que estar bem, para o entorno estar bem também. O meio começa apenas a dar sinais da nossa bagunça interna e não nos damos conta desse reflexo. É como Jung diz, o que está dentro, está fora...

Por isso que afirmo tão enfaticamente que para mim todas as mães deveriam vivenciar a experiência da terapia. Ter 1 hora uma vez por semana, única e exclusivamente para si, para falar do que quiser, se olhar, se organizar, se fortalecer. Arrumar a bagunça interna que a entrada de uma nova identidade provocou e perceber o quão forte, guerreira e especial se é! Ufa, que alívio ter espaço para acomodar tantas coisas novas, se desfazer de outras que muitas vezes ocupam um espaço danado que precisa ser liberado para o novo poder entrar.

Já ouvi muito: "mas não acho justo deixar de ficar hora com meu bebê, já trabalho tanto, tenho tão pouco tempo com ele..." É como sempre digo para meus pacientes e clientes sobre a metáfora do avião. "Em caso de despressurização da cabine máscaras cairão. Coloque-a primeiro em VOCÊ, só depois em crianças e idosos que estiverem a seu lado." Há uma razão para isso, você tem que estar bem para poder ajudar e até salvar quem está a seu lado. Olhar e cuidar de si não é egoísmo é NECESSIDADE!!!

Assim que eu encerro este post "mamães". Espero que ele abra margens para reflexões: será que você está cuidando bem de si?

Até breve. 

7 de outubro de 2014

Se conhecer exige coragem

Autoconhecimento, palavra da vez: a chave para o sucesso. Todos os processos de desenvolvimento pessoal ou profissional exigem autoconhecimento como etapa imprescindível do processo.  Mas, o que isso significa? Será que é tão simples assim?

Conhecer-se não é apenas conhecer suas habilidades, competências, explorar sonhos, almejar metas e esperar resultados.

Autoconhecimento é muito mais profundo. É enfrentar as fragilidades, olhar os pontos cegos, os medos, receios, julgamentos... O que muitas vezes não combina com o esperado, almejado. Pelo contrário,  por vezes queremos deixar de fora a todo custo o que descobrimos a nosso respeito, pois a "novidade"  pode influenciar negativamente no resultado.

Autoconhecimento é para os corajosos, dispostos a se surpreenderem. O pior defeito pode ser qualidade e a melhor qualidade pode ser defeito. Como diz o ditado, "entre o remédio e o veneno, o que muda é a dose".

Mas, enquanto existir o ideal do "se conhecer", a verdade psíquica, a essência não poderá se manifestar. É muito fácil, evitar conflitos e ficar na zona de conforto... Agora sentar na poltrona do psicólogo, se propor a se descobrir, requer muita coragem.

Atualizar o passado, sair da vitimização, descobrir recursos internos... isso só para quem tem coragem. Só quem já passou por isso, saber a dor e o alívio que representa.

Por mais que a vida não esteja conforme o sonhado, permanecer na mesma é mais seguro. A zona de conforto, pode ser apertada, sufocante; mas protege, alimenta. Romper dói. Dilacera, é como Hillman diz: "A psicologia é concebida como uma atividade necessária da psique, que constrói vasos e os quebra para aprofundar e intensificar as experiências".

"Quebra para aprofundar" eis o desafio autoconhecimento e eis porque é para os corajosos. Quebrar o "belo" em nome do "possível feio" não é para qualquer um. Mas, para aqueles que se aventuram por essa jornada, conhecer-se é mágico e transformador.

"Muitas vezes sua neurose consiste no fato de estar preso ao seu passado e querer justificar tudo pelo o que ocorreu no passado" (Jung). Fica a dica para reflexão...

Ótima terça-feira!

5 de setembro de 2014

Você é individualista no amor?

Hoje, para fechar a semana, gostaria de compartilhar um artigo antigo, produzido quando fazia parte do Grupo SEJA - Serviços e Estudos Junguianos Sobre o Amor.

O tema é importantíssimo e perpassa não apenas a relação amorosa, mas os relacionamentos em geral: até que ponto devemos manter nossa individualidade sem sermos individualistas? 

Por Grupo SEJA 


Individualidade e individualismo: duas palavras parecidas, mas que assumem sentidos tão diferentes. A primeira diz da particularidade que distingue uma pessoa; a segunda refere-se a uma conduta egocêntrica.


No relacionamento amoroso a distinção é bem clara. Ter uma postura individualista é não se entregar, é ver o outro como objeto. Quando isso acontece o que está em jogo não é o amor que sentimos pelo outro, e sim o sentimento de posse, que tem relação com o poder. O individualista tem medo do amor.



Já quando colocamos a nossa individualidade de maneira clara, e também a serviço do nosso crescimento e da relação, é possível a entrega íntima, pois não existe o medo de se perder no contato com o outro. Cada um sabe que ter os seus interesses particulares não abala o relacionamento, ao contrário, só enriquece a convivência trazendo experiências novas que podem ser compartilhadas.



O bom desenvolvimento da individualidade permite que os parceiros não fiquem misturados, ou indissociados. Se essa simbiose acontece, certamente os companheiros não conseguem ainda dar limite para o que é seu e o que é do outro, o que gera uma dependência nada saudável, em detrimento do amor próprio. É preciso saber preservar a própria identidade, já que aceitar em si mesmo e no outro a existência de características negativas, possibilita o encontro verdadeiro no amor.



Quando há respeito por sua individualidade e a do outro é possível reconhecer o parceiro tal como ele é, e perceber que o desenvolvimento independente dele não é uma ameaça para si. Não é preciso existir a posse, o valor da relação é pautado justamente na diferença. Não é preciso haver o controle, se o contrato estabelecido tem como princípio o respeito. 



O indivíduo que respeita a própria individualidade e a do outro sabe que onde existe amor, não existe poder, essas são coisas que não podem existir conjuntamente, porque elas se destroem. Fazer um programa sozinho de vez em quando, sair com os amigos sem a presença do amado (a), longe de ser uma ameaça ao casal, indica respeito e confiança. 



O individualista, ao contrário, quer sempre conquistar e possuir todos os objetos que deseja, numa tentativa de manter o controle sobre o outro. Isso revela uma incapacidade de sentir dor e aceitar as frustrações. Daí a impossibilidade de entrega e a conseqüente atitude egoísta de não ceder, não fazer nada em prol da relação e sim seguir os caprichos do seu próprio desejo. Isso sem levar em conta as reais necessidades do relacionamento.



Afinal por que é tão difícil não cair nessas armadilhas que um relacionamento amoroso provoca? Não se entregar, mas também não conhecer o amor verdadeiro; ou entregar-se completamente a ponto de perder-se de si mesmo?



No amor é necessário saber fazer concessões, é preciso permitir que o parceiro seja o que ele é, destituído de fantasias, expectativas e projeções. Isto não garante que não haverá dor ou frustração, porém só assim a possibilidade de crescimento se apresenta.



Se perdermos a autonomia e a liberdade por estarmos numa fusão com o companheiro, paramos o nosso próprio desenvolvimento psíquico. Ficamos presos a uma parte de nós mesmos, deixando de viver a nossa totalidade com todas as características que nos fazem ser quem somos. O possessivo cria um tamanho desgaste na relação que o par sente-se paralisado, incapaz de reconhecer os próprios desejos adormecidos.



Assim, um verdadeiro relacionamento amoroso envolve parceria, troca e aceitação mútua. E principalmente, os parceiros precisam estar sempre em condição de igualdade, ou seja, o que eles têm a oferecer é nada menos do que si mesmos, além do anseio de se relacionar. Porque dessa forma os espaços individuais estão garantidos, bem como o aprendizado em conjunto também, e a entrega e o desejo de união com o outro torna-se possível.

(ARTIGO ORIGINALMENTE PUBLICADO NA REVISTA ELETRÔNICA VYA ESTELAR DA UOL, NA COLUNA AMOR EM 2004)

27 de agosto de 2014

Orientação Profissional: A jornada da semente - Um olhar junguiano

Há algum tempo venho refletindo sobre a interseção da Orientação Profissional e a Psicologia Analítica. Ainda não me detive ao trabalho de levantar trabalhos que debatam essa temática. Mas, cá com os meus botões, comecei a refletir a respeito.

O processo de orientação profissional é um processo de começo, meio e fim, que auxilia as pessoas no momentos de dúvidas quanto a escolha da profissão. Seja ela a primeira escolha, ou segunda, terceira, quando a pessoa já está inserido no mercado de trabalho e/ou já tem uma formação universitária e quer mudar o rumo. Este processo é calcado em três pilares: autoconhecimento, testes psicológicos e também pelo conhecimento da realidade profissional. Desta forma, a (re) orientação profissional serve como um instrumento de apoio à (re) escolha da carreira e tem por objetivo auxiliar nesta importante etapa de vida. 


Não existe um momento certo, ideal para que esse processo ocorra. É claro que é bastante comum que esse serviço seja procurado próximo ao vestibular, para que a escolha da profissão seja mais certeira. Mas, é garantido que farei a escolha certa para o resto da minha vida nesse momento? NÃO!

Garantia é um terreno arenoso nesse sentido. A psique é dinâmica. O que faz sentido hoje, pode não fazer amanhã. E, tudo bem ser assim! 

Às vezes focamos tanto nos resultados que não apreciamos, aprendemos e crescemos com o PROCESSO. E aí é que entra o olhar junguiano. Um olhar prospectivo que aponta as finalidades, os para quês dos fenômenos que vivenciamos e não os porquês.

Por mais que vivamos em tempos Hipermodernos, em que a velocidade e os resultados são as premissas básicas,  temos que dar tempo ao tempo. Uma maçã, não se torna maçã da noite para o dia. Enquanto semente, tem que encontrar um solo adequado para poder germinar. Nesse processo, tem que abdicar do seu centro seguro e acolhedor e começar uma tremenda transformação. Transformação esta que implica em dor, no sentido de suportar a escuridão do solo, romper a casca e sair em busca da luz. Para então se transformar em árvore, florescer e gerar frutos.

Metaforicamente, diria que quem busca a (re) orientação profissional é como uma semente, voando pelo vento à procura de um solo para germinar. No processo, estudamos os possíveis solos que existem, antecipamos e refletimos sobre as possíveis dificuldades que essa semente irá encontrar... Mas, suportar a escuridão, romper as barreiras da casca e buscar a sol é uma tarefa única e exclusiva da semente. Como orientadora, posso apenas regar o solo, ajudar a remover ervas daninhas que possam vir a atrapalhar o processo de germinação.

Jung diz que "... a trajetória da vida é tão individual que certamente nenhum conselheiro, por mais competente que fosse, poder-lhes-ia prescrever o único caminho certo. Por isso devemos fazer com que a própria alma da pessoa venha a falar, a fim de que esta compreenda a partir de seu próprio intimo, qual é a sua situação verdadeira."

Por isso, me sinto no dever de cuidar de cada processo de maneira singular. Cada necessidade é única. E é preciso estarmos atentos a isso. A semente pode sentir a necessidade de ficar mais tempo no solo, explorar os limites da casca, suportar a escuradão até que se acostume com ela, antes de romper rumo a luz. Tudo ganha um novo significado, que só o autoconhecimento é capaz de propiciar. Mas, se o foco for no resultado, no fazer a escolha certa no tempo certo, isso será perdido. 

Como jardineira, devo apenas respeitar e acompanhar. Pode ser que se tenha que dar uma pausa no processo para que essa semente desfrute de sua viagem interna. TUDO BEM!  Um novo contrato é estabelecido, a (re)orientação profissional faz uma pausa e o autoconhecimento passa ser explorado em um novo setting terapêutico. Afinal, como disse em tudo há uma finalidade maior e temos que respeitar o tempo de cada um:  "quem olha pra fora sonha, quem olha pra dentro acorda". (Jung)

Abraços,
Lilian Loureiro

13 de agosto de 2014

Dedo na ferida

Diante dos acontecimentos semanais, uma reflexão veio a mente: como é complicado percebemos lacunas e termos uma abordagem construtiva a partir delas.

Ninguém gosta de ter suas falhas apontadas, declaradas. Quando isso acontece, as defesas sobem com uma força descomunal e muito pouco pode ser feito quando as barreiras são instaladas.

Mas como lidar com isso? Me parece que o raciocínio clínico se aplica bem à construção desta fórmula: nunca podemos ir direto ao ponto, sem que um bom vínculo esteja formado. O VÍNCULO é o solo firme e segura para que as lacunas, falhas, pontos a serem desenvolvidos sejam apontados e explorados. Tarefa, esta que precisa ser temperada pelo otimismo, oportunidade de desenvolvimento ao explorar áreas que podiam ser deficitárias, ou até mesmo atrapalhar e/ou trabalhar contra o crescimento.

Mesmo tendo a fórmula desenha a partir do trabalho clínico, a transposição para o mundo dos negócios ainda não é tão simples. No curso do SEBRAE sobre "Planejamento Estratégico" muito foi explorado sobre a importância de se encontrar nichos no mercado, o que chamam de "Oceano Azul", mas como navegar por essas águas, eis a questão...

O barco está no mar e com o oceano não se brinca. Não há como prever que tipo de onda pode surgir. Não há solo firme, apenas água. Então, qual a base para a construção do vínculo? 

Quem tem a resposta para a atualização dessa fórmula são os surfistas: EQUILÍBRIO. Tem ondas grandes demais mais encarar, e aí o recuo é inevitável; em contrapartida há ondas que a princípio podem assustar, mas ao serem encaradas podem propiciar uma grande experiência. Seja ela qual for, sem equilibro não há quem pare em pé em cima de uma prancha. Seja recuando, seja encarando, para não se afogar tem que se equilibrar.

A lacuna está apontada, a fórmula pensada, agora é atualizá-la para as peculiaridades do desafio.


14 de maio de 2014

Qual seu plano de carreira?

Hoje irá ao ar no Canal TVCi (17 da TV aberta) a entrevista que dei sobre Plano de Carreira. Aproveitando o ensejo, elaborei um post sobre o tema. E você, já fez o seu plano de carreira?

Antes de responder, é melhor definir: Plano de Carreira é a organização que você precisa fazer e ter para crescer profissionalmente. Todo profissional que visa crescimento, desenvolvimento deve ter um. Consiste em um passo-a-passo do que precisa ser feito para se chegar aonde quer.

Há algum tempo atrás eram as empresas quem construíam o plano de carreira do funcionário: de tempos em tempos ele era promovido. Hoje em dia, já não é mais assim. O fator de promoção não é mais o tempo, mas sim o MÉRITO, o que chamamos de Meritocracia.

Algumas empresas inclusive, não adotam mais o termo Plano de Carreira, visto como algo retrógrado, mas sim “Plano de Desenvolvimento de Carreira”. Este plano parte do profissional e não mais da empresa e visa saber aonde ele quer chegar e se a empresa onde trabalha corresponde a isso.

Em contrapartida, empresas não querem perder talentos e junto com os colaboradores de destaque elaboram o Plano de Desenvolvimento de Carreira ajudando no amadurecimento do profissional para que adquira as competências necessárias para o cargo desejado. Investem no colaborador seja por meio de cursos, treinamentos, Coaching. Tudo para reter o talento e não deixá-lo ir para a concorrência.

Pode ocorrer de um colaborador almejar uma função que a empresa onde atua não comporta. Portanto, cabe somente a ele desenvolver o plano necessário ao objetivo, incluindo a procurar por uma empresa que englobe seu desejo de ambição.

O Plano de Desenvolvimento de Carreira é calcado em três pilares:

1)      Exposição: 35% (network, assumir novas responsabilidades, pessoas te conhecer, liderar força tarefa, participar de projetos que tragam exposição)
2)      Experiência:  45%
3)      Educação: 20% (formação)

Portanto, investir só em educação não é o único caminho. Tão importante como é se expor. Buscar ou aceitar novos desafios solicitados, ser proativo. Isso conta muito para ser visto como um "colaborador em destaque".

Enfim, querendo crescer na empresa onde atua ou ampliar seu horizonte, não deixe de elaborar seu Plano de Desenvolvimento de Carreira, parta do onde quer chegar (exemplo, diretoria de finanças); em seguida elenque tudo o que for necessário para que o objetivo seja atingido (aperfeiçoar o inglês, fazer curso avançado de Excel e finanças, fazer Coaching de liderança...). Estabeleça um prazo para o objetivo final e para cada item. Coloque tudo no papel, elabore planos de ação individuais para tudo o que for elencado seja desenvolvido (ex. me matricular no curso avançado em tantos mês). Concretizando o plano de desenvolvimento dessa forma, as chances de atingi-lo são maiores, pois você gera um compromisso com você!

Se não conseguir fazer sozinho, o processo de Planejamento ou Coaching de Carreira pode ajudá-lo . Boa sorte e sucesso!
Lilian Loureiro