13 de agosto de 2014

Dedo na ferida

Diante dos acontecimentos semanais, uma reflexão veio a mente: como é complicado percebemos lacunas e termos uma abordagem construtiva a partir delas.

Ninguém gosta de ter suas falhas apontadas, declaradas. Quando isso acontece, as defesas sobem com uma força descomunal e muito pouco pode ser feito quando as barreiras são instaladas.

Mas como lidar com isso? Me parece que o raciocínio clínico se aplica bem à construção desta fórmula: nunca podemos ir direto ao ponto, sem que um bom vínculo esteja formado. O VÍNCULO é o solo firme e segura para que as lacunas, falhas, pontos a serem desenvolvidos sejam apontados e explorados. Tarefa, esta que precisa ser temperada pelo otimismo, oportunidade de desenvolvimento ao explorar áreas que podiam ser deficitárias, ou até mesmo atrapalhar e/ou trabalhar contra o crescimento.

Mesmo tendo a fórmula desenha a partir do trabalho clínico, a transposição para o mundo dos negócios ainda não é tão simples. No curso do SEBRAE sobre "Planejamento Estratégico" muito foi explorado sobre a importância de se encontrar nichos no mercado, o que chamam de "Oceano Azul", mas como navegar por essas águas, eis a questão...

O barco está no mar e com o oceano não se brinca. Não há como prever que tipo de onda pode surgir. Não há solo firme, apenas água. Então, qual a base para a construção do vínculo? 

Quem tem a resposta para a atualização dessa fórmula são os surfistas: EQUILÍBRIO. Tem ondas grandes demais mais encarar, e aí o recuo é inevitável; em contrapartida há ondas que a princípio podem assustar, mas ao serem encaradas podem propiciar uma grande experiência. Seja ela qual for, sem equilibro não há quem pare em pé em cima de uma prancha. Seja recuando, seja encarando, para não se afogar tem que se equilibrar.

A lacuna está apontada, a fórmula pensada, agora é atualizá-la para as peculiaridades do desafio.