14 de abril de 2014

Orientação Profissional: uma busca pelo chamado interno?


Acabo de assistir a um vídeo, enviado por uma cliente de reorientação chamado: "Papai, quero ser publicitário."

Linda produção, que proporcionou muitas reflexões, tanto em minha cliente, como em mim. A autora do projeto teve a felicidade de escolher profissionais absolutamente felizes com a escolha profissional. Mas, o que mais me chamou a atenção, é que vídeo não fala da profissão “Publicitário” em sim, mas sim de pessoas que ouvem o chamado interno para serem felizes naquilo que fazem.
 
Teve um participante em particular que reflete bem isso. Um carioca, que quando criança cortava anúncios imobiliários do jornal porque simplesmente gostava. Achava que era o próprio jornal quem produzia aquilo, não fazia ideia de que havia uma profissão por trás. Anos mais tarde, passeando por um shopping, viu uma exposição, se interessou e quando foi ver, tratava-se do autor dos anúncios que tanto gostava na infância. Ali, um “o chamado” foi concretizado e ele teve a certeza do que queria ser. Uma brincadeira inocente de criança, que lhe fazia bem, já dava indícios importantes do que gostava e o que poderia deixá-lo feliz. Quando criança, não fazia ideia do porque gostava daquilo, simplesmente gostava e sem julgamento, ou críticas, deu vazão a isso.
 
É assim que ocorre com nossa vida interna. O tempo todo somos bombardeados com informações sobre o que gostamos, o que nos deixa felizes; mas não damos importância, a loucura do dia-a-dia não deixa darmos a devida importância a isso.
 
Por isso que no processo de (Re)Orientação Profissional a fase de autoconhecimento é TÃO importante! É nessa fase que aquietamos a barulheira externa e nos voltamos para ouvir “os chamados” internos. Lembranças vêm à tona e há oportunidade de dar vazão a infinitas possibilidades. Fazendo nossa parte, a vida se encarrega de fazer a dela. No caso do participante, um evento aleatório, passeio ao shopping, foi decisivo para encontrar que profissão gostaria de ter.
 
Como junguiana que sou, em tudo vejo uma finalidade maior. Não há acasos, mas sincronicidade: eventos que não têm relação de causa e efeito entre si, mas que apontam para algo maior. Se você estiver minimamente focado em sua essência, muitas coisas passam a fazer sentido e a escolha se torna serena, tranquila e natural. Portanto, voltando à pergunta do título Orientação Profissional: Uma busca pelo chamado interno? SIM, principalmente para aqueles que não tem medo de se conhecer e que estão dispostos a mergulhar em sim mesmo em busca de respostas e que não projetam a decisão da escolha externamente nos pais, amigos e até nos orientadores...
 
Não importa o quê você vai ser ou fazer, mas sim se "esse quê" está conectado à sua essência, se "esse quê" responde a quem você é. Escolher uma profissão não é uma escolha para a vida toda, mas no momento em que é escolhida, precisa fazer sentido, precisa servir de alimento e no vídeo mencionado é exatamente isso que retrata. O vídeo mostra os louros de ser publicitário, mas todo ônus e renuncias que precisam ser feitas; mas quando o prazer e a realização pesam mais, as renúncias serão meros males necessários e não um fardo pesado e insuportável. Portanto, se você é daqueles que sofrem da "Síndrome da Segunda-feira", vale a pena repensar: será que o que faço está conectado à minha essência?... 
 
É claro que se a resposta for não, você não deve sair aleatoriamente “chutando o pau da barraca” e abrir mão de tudo. Vale RESSALTAR que toda mudança exige PLANEJAMENTO, não dá para ser feita de uma hora para outra só porque percebeu que não está feliz naquilo faz. Essa tomada de consciência é o primeiro e importante passo. Mas, muitos outros virão a seguir. Entre eles, avaliar consequências positivas e negativas da mudança; o que precisará ser feito previamente para que tal mudança seja possível. Enfim, são vários passos e a mudança pode não ser tão rápida quanto gostaria. O mais importante é você ter dado voz a sua inquietação para ter a oportunidade de fazer uma escolha mais feliz. 
 
Muitas vezes dar-se conta desse processo todo sozinho não é tarefa fácil, para isso a Reorientação Profissional pode te servir.
 
Para quem se interessar pelo vídeo mencionado, segue o link autorizado pela autora.


Grande abraço,
Lilian Loureiro