8 de abril de 2009

Ter ou não ter um blog, eis a questão...

Há algum tempo tenho pensado em publicar um blog e assim compartilhar reflexões, discutir alguns temas. No entanto, sempre resisti.

Não tenho clareza do porque dessa resistência. Por um lado não sou muito adepta à exposição, o que seria uma justificativa perfeita. Contudo, tive uma experiência sensacional em compartilhar ideias via internet.

Durante meu aprimoramento clínico, tive a experiência de publicar artigos no Vya Estelar, uma revista eletrônica da UOL. Foi uma experiência sensacional.

Naquela ocasião, o trabalho era em grupo. Os artigos eram produzidos em co-autoria. A visibilidade foi grande, tanto é que a partir de uma publicação, recebemos um convite de uma editora que adorou um dos artigos e nos convidou para escrevermos um livro. De fato escrevemos!

A coluna no Vya Estelar foi uma experiência ótima, excelente enquanto durou. Mas, toda burocracia em termos de prazos, linguagem, cansava um pouco. De forma que optamos por ficar com os louros da relação e em finalizá-la antes que começasse a deteriorar. Foi um choque para muitos, afinal, como perder uma oportunidade como essa?

Essa é a beleza da escolha: assumir as consequências. Ao optarmos por finalizar nossa coluna, um ciclo se encerrou e outras oportunidades surgiram. E é assim que a vida caminha: precisamos estar sempre alertas aos sinais de partir em retirada, assim como de empreender novas jornadas.

Diante da lembrança dessa feliz experiência, refleti: porque não voltar a escrever e publicar na internet? Não mais num site de grande visibilidade, até porque a proposta não é esta, mas ter um espaço onde as ideais possam concretizar-se em palavras, palavras em frases e frases em textos.

E eis a vantagem de um blog: não tem prazo, você escreve quando quer! Pode ter épocas em que suas reflexões estarão a mil, de forma que seu blog será alimentado com muita frequência. Mas, quando o período de vacas magras fizer-se presente, no problems. Como não existe o comprometimento de, por exemplo, quinzenalmente publicar um artigo, você pode ser fiel ao seu processo criativo e acatar o momento de reclusão.

Paralela a essa sacada, tive a oportunidade de conhecer blogs de colegas, seus textos, reflexões, sugestões e isso foi me cativando cada vez mais. Por fim, decidi ter sim meu blog.

Nele pretendo compartilhar reflexões sobre psicologia, autoconhecimento (processo de individuação), relacionamentos, qualidade de vida, hipermodernidade, enfim sobre meus temas prediletos de estudo e reflexão!

Lilian Loureiro